Plano Trump para Gaza: EUA anunciam fase de desmilitarização e governo técnico
- 14 de jan.
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Nova etapa detalhada pelo enviado Steve Witkoff prevê a criação de um comitê de transição e o desarmamento total de grupos não autorizados no território

O governo dos Estados Unidos confirmou o início da segunda etapa do plano estratégico de 20 pontos, elaborado pelo presidente Donald Trump, para estabelecer a paz na Faixa de Gaza. O anúncio foi feito pelo enviado especial norte-americano, Steve Witkoff, que detalhou a transição do atual cessar-fogo para uma nova configuração política e de segurança na região.
De acordo com o comunicado oficial realizado via redes sociais, a Fase Dois prioriza três pilares fundamentais: a desmilitarização completa do território, a implementação de uma administração civil de transição e o começo das frentes de reconstrução.
Gestão técnica e o Comitê Nacional
Para coordenar Gaza durante este período intermediário, o plano estabelece a fundação do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG). Este órgão será uma gestão palestina de caráter tecnocrático, responsável por gerenciar os serviços e a governança local enquanto a estabilidade é restabelecida.
Witkoff enfatizou que esta fase é crucial para consolidar os avanços obtidos até agora, movendo o foco da interrupção dos combates para a estruturação de um novo arranjo governamental.
Desarmamento e ultimato ao Hamas
Um dos pontos centrais da nova fase é a desmilitarização integral. O projeto prevê o recolhimento de armas de todo o pessoal considerado "não autorizado" na região. O enviado norte-americano enviou um alerta direto ao Hamas, condicionando o sucesso do plano ao cumprimento total das obrigações do grupo.
Entre as exigências imediatas está a devolução do último refém falecido que ainda se encontra em posse da organização. Segundo Witkoff, a resistência ou o descumprimento dessas normas resultará em "consequências sérias", embora os detalhes dessas medidas não tenham sido especificados no anúncio.
Resultados da Fase Um
A transição para a nova etapa ocorre após o que os EUA consideram uma conclusão bem-sucedida da primeira fase. Segundo o balanço apresentado pelo enviado especial, o período inicial garantiu:
A manutenção do cessar-fogo;
A entrada de ajuda humanitária em larga escala;
A libertação de todos os reféns que sobreviveram ao conflito;
A repatriação dos restos mortais de 27 dos 28 reféns mortos.
A implementação do CNAG e o início das obras de reconstrução marcam agora o esforço diplomático de Washington para tentar encerrar definitivamente o conflito na Faixa de Gaza.




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