Pedágio na BR-364 passa a ser cobrado a partir do dia 12 em Rondônia
- 12 de jan.
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Atualizado: 15 de jan.
Entenda como funciona, onde estão os pontos e quais os impactos para a população
A cobrança do pedágio eletrônico na BR-364, em Rondônia, passou a valer a partir do dia 12 de janeiro, com o início oficial da operação do sistema no trecho concedido entre Porto Velho e Vilhena, sob responsabilidade da concessionária Nova 364, com autorização e fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A BR-364 é a principal rodovia do estado e desempenha papel fundamental no escoamento da produção, no transporte de alimentos, combustíveis e mercadorias, além de ser a principal ligação entre municípios. Por isso, a implantação do pedágio gera repercussão direta no dia a dia da população e na economia rondoniense.

Como funciona o pedágio eletrônico (free flow)
O modelo adotado é o free flow, sistema de pedágio eletrônico sem cancelas ou praças físicas. Nesse formato, os veículos passam normalmente pela rodovia e a cobrança é registrada automaticamente por meio de câmeras e sensores instalados em pórticos.
A identificação do veículo ocorre pela leitura da placa ou por TAG eletrônica. O motorista não precisa parar, mas deve ficar atento ao pagamento posterior para evitar multas e outras penalidades.
Onde estão os pontos de pedágio na BR-364 em Rondônia
Foram instalados sete pontos de cobrança ao longo do trecho concedido da BR-364, localizados nos seguintes municípios:
Candeias do Jamari
Cujubim
Ariquemes
Ouro Preto do Oeste
Presidente Médici
Pimenta Bueno (dois pontos distintos)
Esses pórticos fazem a leitura automática dos veículos que trafegam pela rodovia.
Valores por trecho para carros, caminhonetes e furgões
Os valores cobrados por ponto de pedágio para veículos de passeio, caminhonetes e furgões são:
Candeias do Jamari — R$ 5,40
Cujubim — R$ 37,00
Ariquemes — R$ 19,30
Ouro Preto do Oeste — R$ 25,00
Presidente Médici — R$ 12,50
Pimenta Bueno — R$ 10,20
2º trecho em Pimenta Bueno — R$ 35,40
No trajeto completo entre Vilhena e Porto Velho, o valor total pago apenas em pedágios pode ultrapassar R$ 120, o que gera preocupação principalmente entre transportadores e trabalhadores que dependem da rodovia diariamente.
Os preços já entram em vigor considerando um reajuste de 9,55%, aplicado com base no IPCA, o que aumentou a insatisfação de usuários logo no início da operação. Estão isentos do pagamento:
Motocicletas;
Ambulâncias e veículos oficiais, desde que devidamente cadastrados conforme as regras da concessão.
Formas de pagamento e prazo
O pagamento do pedágio pode ser feito das seguintes formas:
Com TAG eletrônica
cobrança automática;
desconto básico de 5%;
descontos progressivos para usuários frequentes.
Sem TAG
pagamento pelo aplicativo ou site da concessionária Nova 364.
Totens de autoatendimento
localizados nas bases de apoio;
o motorista digita a placa, confere o débito e realiza o pagamento.
O prazo para pagamento é de até 30 dias após a passagem pelo pórtico.
Obras e duplicação: melhorias não acontecem agora
Um dos principais pontos de questionamento é que as obras estruturais mais aguardadas, como a duplicação da BR-364, não serão realizadas neste momento inicial.
O contrato prevê melhorias ao longo dos próximos anos, incluindo duplicações, terceiras faixas e intervenções de segurança. No entanto, essas obras ocorrerão de forma gradual, o que reforça a percepção de que a população começa a pagar agora por melhorias que só devem ser percebidas no médio e longo prazo.
Impacto econômico: frete mais caro e reflexo nos preços
Outro fator que preocupa é o impacto direto do pedágio sobre o custo do transporte rodoviário. O aumento no valor do frete pode afetar:
o transporte de grãos e produtos agrícolas;
combustíveis;
alimentos e mercadorias em geral;
o preço final pago pelo consumidor.
Até o momento, não há uma estimativa detalhada amplamente divulgada sobre o impacto real do pedágio nos preços, mas especialistas apontam que o custo adicional tende a ser repassado ao consumidor, especialmente em um estado que depende quase exclusivamente do transporte rodoviário.
Expectativa de melhorias no futuro e críticas no presente
Embora exista a expectativa de que a concessão traga uma rodovia mais segura e estruturada no futuro, o início da cobrança do pedágio ocorre em meio a críticas, principalmente pela ausência imediata de grandes obras e pela falta de clareza sobre o impacto econômico no curto prazo.
A BR-364 segue sendo a espinha dorsal de Rondônia. O desafio agora é acompanhar de perto se os investimentos prometidos sairão do papel e se, de fato, a população terá retorno compatível com o valor que começa a pagar.




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