Hildon Chaves não está fora do jogo: articulações de bastidores indicam possível renascimento político em Rondônia
- 26 de jan.
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Por muito tempo dado como carta fora do baralho no tabuleiro eleitoral de Rondônia, Hildon Chaves volta a ser citado com força nos bastidores da política estadual. O ex-prefeito de Porto Velho, que deixou o comando da capital com altos índices de aprovação, pode estar prestes a protagonizar um movimento estratégico capaz de recolocá-lo no centro das disputas de 2026.
A possível saída do PSDB e uma migração para o União Brasil começam a ganhar corpo entre interlocutores próximos ao grupo político que hoje comanda parte significativa do estado. A mudança, se confirmada, representaria mais do que uma simples troca de sigla: seria o sinal de uma reconstrução política cuidadosamente planejada.

O papel de Maurício Carvalho na articulação
No centro dessa movimentação está Maurício Carvalho, principal liderança do União Brasil em Rondônia. Maurício trabalha nos bastidores para viabilizar um novo palanque competitivo, articulando apoios, costurando alianças e buscando criar um ambiente favorável para o ressurgimento de uma candidatura que, até pouco tempo atrás, era considerada politicamente inviável.
A estratégia passa, sobretudo, por um ponto crucial da política estadual: o controle e o apoio da máquina governamental. A tentativa de aproximação com o governador Marcos Rocha faz parte desse desenho maior. Com o aval — ou ao menos a neutralidade — do Palácio Rio Madeira, Hildon Chaves deixaria de ser apenas um nome lembrado com nostalgia administrativa e passaria a ser tratado como um projeto político concreto.
Da derrota à reconstrução
A perda de protagonismo de Hildon teve início após a derrota de sua candidata na sucessão da Prefeitura de Porto Velho, fato que desestruturou seu grupo político e esvaziou sua base eleitoral. Sem um “time” forte, sem mandato e sem o controle de estruturas partidárias relevantes, o ex-prefeito viu seu nome perder tração tanto para o governo quanto para o Senado.
Agora, o cenário parece mudar. A possível ida para o União Brasil pode oferecer o que faltava: estrutura, tempo de televisão, fundo partidário e, principalmente, alianças estratégicas capazes de recolocar Hildon no jogo em nível estadual ou federal.
Próximos passos e o risco de um grande “bafafá” político
Ainda não há confirmação oficial de filiação, tampouco definição clara sobre qual cargo estaria no radar — governo, Senado ou Câmara Federal. O que se sabe é que as conversas avançaram e que o silêncio das partes envolvidas indica cautela, não recuo.
Se confirmada, a movimentação deve provocar um verdadeiro bafafá político em Rondônia, alterando o equilíbrio de forças, pressionando adversários e forçando outros pré-candidatos a reverem estratégias. A reentrada de Hildon Chaves no jogo, agora com respaldo partidário mais robusto, pode transformar uma candidatura antes tida como “morta” em uma das mais competitivas do próximo ciclo eleitoral.
Nos bastidores, a leitura é clara: Hildon Chaves pode estar renascendo das cinzas — e, desta vez, com mais estrutura, mais aliados e mais ambição do que nunca.




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